O Versos trocou de endereço.
www.versosqueguardeiparamim.wordpress.com
Prometo que a frequência de postagens vai mudar também.
cya
segunda-feira, 12 de julho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
DR
-Cineminha?
-Não sei, temos que conversar.
-blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah
-blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah
-blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah
- blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah
- blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah
- blah blah blah blah blah blah blah
- blah blah
- blah
-...
-...
- Cineminha?
- Claro, pera só eu me maquiar.
-Não sei, temos que conversar.
-blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah
-blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah
-blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah
- blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah
- blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah blah
- blah blah blah blah blah blah blah
- blah blah
- blah
-...
-...
- Cineminha?
- Claro, pera só eu me maquiar.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Velho homem
Eu não sei direito o que aconteceu, mas finalmente pude dormir. É a primeira noite que me encontro com hálito de sono, cabeça fresca, corpo mole. Macio como um bom filé abatido. Carne fresca. Uma gloriosa manhã de domingo em que RIP, descansei em paz e assim esqueci do mundo, de mim, de todos. Deixei a gaiola aberta e minha mente bateu as asas, uma andorinha livre para voar aonde bem quiser. Até mesmo nos lugares mais vagos, aonde se menos quer.
E o engraçado é que elas quase sempre vão para lá.
------------------
Isso não acontece há o quê? Há meses ou Meio ano, decerto. O motivo? Sei bem por que, não vou negar. Mesmo assim não conto garoto. Acredite, pouco importa o motivo, ninguém liga para a porcaria do motivo. Pode ser uma richa, um amor, meia dúzia de palavras, uma falta de brilho no olhar ou uma história. Ou a ausência dela. Pouco importa. Todos nós temos um motivo para não piscar os olhos e nenhuma energia para gastar com a dos outros. Não me pergunte se isso é a causa ou a conseqüência. Pergunte-me sobre o rancho, disso sim eu entendo.
Venha cá, essa varanda está aos pedaços. Vamos laçar uns touros perto do riacho.
------------------
Você é insistente garoto, não tem o que contar. São só problemas de um velho.
A única coisa que sei é que desde daquele dia não tenho tido mais descanso: não já basta essa dor de coluna, tenho que aguentar esses fantasmas do passado a bater na minha porta, sempre a me condenar. Como havia dito, já fazem meses, começando depois de uma semana algo assim e desde lá não consegui parar mais de vigiar. Força de hábito, aposto que os peixes me entendem. Se eles pudessem escolher, dormiriam espichados e duros que nem pedra, como o seu Nhô faz quando come a bucha e se joga no sofá. Com os dois olhinhos fechados, ao invés de abertos. Só que eles sabem, há tubarões a milhares, nunca descansam. Sempre rondam ao redor esperando você baixar a sua guarda, vultos negros, terríveis, assustadores que se movem constantemente e Deus, nessas horas qualquer preço parece barato para não encará-los, até mesmo o seu descanso: Tudo apenas para não deixar com que esses vultos que circulam a sua cabeça te atordoem, cutuquem a sua garganta e faça seus olhos marejarem. Sim, tudo para com que essas lembranças não fiquem livres e cheguem tão perto ao ponto de você ser engolido por elas.
Por isso que desde que ela partiu, foi assim que me mantive: Um olho fechado para dormir e outro aberto a vigiar.
Por que se eu deixo, essas memórias me devoram.
E o engraçado é que elas quase sempre vão para lá.
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Isso não acontece há o quê? Há meses ou Meio ano, decerto. O motivo? Sei bem por que, não vou negar. Mesmo assim não conto garoto. Acredite, pouco importa o motivo, ninguém liga para a porcaria do motivo. Pode ser uma richa, um amor, meia dúzia de palavras, uma falta de brilho no olhar ou uma história. Ou a ausência dela. Pouco importa. Todos nós temos um motivo para não piscar os olhos e nenhuma energia para gastar com a dos outros. Não me pergunte se isso é a causa ou a conseqüência. Pergunte-me sobre o rancho, disso sim eu entendo.
Venha cá, essa varanda está aos pedaços. Vamos laçar uns touros perto do riacho.
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Você é insistente garoto, não tem o que contar. São só problemas de um velho.
A única coisa que sei é que desde daquele dia não tenho tido mais descanso: não já basta essa dor de coluna, tenho que aguentar esses fantasmas do passado a bater na minha porta, sempre a me condenar. Como havia dito, já fazem meses, começando depois de uma semana algo assim e desde lá não consegui parar mais de vigiar. Força de hábito, aposto que os peixes me entendem. Se eles pudessem escolher, dormiriam espichados e duros que nem pedra, como o seu Nhô faz quando come a bucha e se joga no sofá. Com os dois olhinhos fechados, ao invés de abertos. Só que eles sabem, há tubarões a milhares, nunca descansam. Sempre rondam ao redor esperando você baixar a sua guarda, vultos negros, terríveis, assustadores que se movem constantemente e Deus, nessas horas qualquer preço parece barato para não encará-los, até mesmo o seu descanso: Tudo apenas para não deixar com que esses vultos que circulam a sua cabeça te atordoem, cutuquem a sua garganta e faça seus olhos marejarem. Sim, tudo para com que essas lembranças não fiquem livres e cheguem tão perto ao ponto de você ser engolido por elas.
Por isso que desde que ela partiu, foi assim que me mantive: Um olho fechado para dormir e outro aberto a vigiar.
Por que se eu deixo, essas memórias me devoram.
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